Cada categoria reúne as bulas dos medicamentos daquela classe e os artigos aprofundados sobre doses, efeitos colaterais e comparativos.

Analgésicos e antitérmicos são a classe mais consumida no Brasil e resolvem dois problemas distintos: reduzir a dor e baixar a febre. Eles não tratam a causa do sintoma — por isso o tempo máximo de uso por conta própria costuma ser de três dias para febre e cinco a sete dias para dor.

Os anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) reduzem dor, inflamação e febre bloqueando as enzimas COX. São eficazes em dor musculoesquelética, cólica menstrual e crises inflamatórias, mas exigem cuidado por causa do risco gástrico, renal e cardiovascular.

Antibióticos combatem infecções causadas por bactérias e não têm efeito em gripes e resfriados, que são virais. No Brasil, a venda exige receita de controle especial justamente para conter a resistência bacteriana.

Antidepressivos modulam neurotransmissores como serotonina e noradrenalina. Os ISRS — sertralina, escitalopram, fluoxetina — são a primeira escolha em depressão e transtornos de ansiedade pela boa tolerabilidade.

Os medicamentos cardiovasculares são de uso contínuo e agem controlando pressão arterial, colesterol e risco de trombose. A adesão diária é o que reduz infarto e AVC — não o alívio imediato de sintomas.

Os medicamentos gastrointestinais tratam azia, refluxo, gastrite e cólicas. Os inibidores de bomba de prótons (omeprazol, pantoprazol) reduzem a produção de ácido e devem ser tomados em jejum, cerca de 30 minutos antes da primeira refeição.

Antialérgicos bloqueiam a histamina, substância responsável por coceira, espirros, coriza e placas na pele. Os de segunda geração — loratadina, cetirizina, desloratadina — causam bem menos sonolência que os antigos.

Esta categoria reúne os medicamentos que atuam no metabolismo da glicose e no peso corporal, da metformina — primeira linha no diabetes tipo 2 — aos análogos de GLP-1 e GIP, que ganharam destaque também no tratamento da obesidade.

Suplementar faz sentido quando existe deficiência comprovada ou risco elevado dela — não como hábito automático. Vitamina D, B12, ferro e magnésio estão entre as carências mais frequentes no Brasil.

Corticoides são potentes anti-inflamatórios e imunossupressores usados em crises de asma, alergias graves e doenças autoimunes. Resolvem rápido, mas o uso prolongado traz efeitos relevantes sobre glicemia, pressão, ossos e imunidade.