Analgésicos

Dipirona vs Paracetamol vs Ibuprofeno: Comparativo Completo (Qual Escolher?)

Comparativo completo entre dipirona, paracetamol e ibuprofeno: qual tomar para dor, febre, inflamação, criança, gravidez e idoso. Tabela, doses e riscos lado a lado.

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12 min · Atualizado em 31/07/2026
Ilustração editorial — Dipirona vs Paracetamol vs Ibuprofeno: Comparativo Completo (Qual Escolher?) (Analgésicos)
Ilustração editorial — Dipirona vs Paracetamol vs Ibuprofeno: Comparativo Completo (Qual Escolher?) (Analgésicos)

Resposta direta: não existe um analgésico universalmente 'melhor'. A dipirona é a mais potente para febre e dor intensa, o paracetamol é o mais seguro para gestantes e crianças pequenas, e o ibuprofeno é a melhor escolha quando há inflamação envolvida. A escolha certa depende do tipo de dor, da idade, da gravidez e de condições como asma, úlcera ou problemas no fígado.

Dipirona, paracetamol e ibuprofeno são os três analgésicos mais consumidos no Brasil e respondem pela grande maioria das automedicações no país. Embora todos aliviem dor e febre, pertencem a classes farmacológicas diferentes, têm mecanismos de ação distintos e perfis de efeitos colaterais completamente diferentes — o que muda radicalicamente quando um é preferível ao outro.

Este comparativo reúne em um só lugar tudo o que você precisa saber para escolher com segurança: mecanismo de ação, indicações específicas, doses em adultos e crianças, contraindicações absolutas, interações medicamentosas, segurança na gravidez e na amamentação, tempo de ação e custo. É o tipo de referência que pode ser consultada (e citada) sempre que surgir a dúvida sobre qual analgésico tomar.

Resumo rápido — qual escolher quando

Febre alta (>38,5°C)
  • 1ª escolha: Dipirona (mais potente para baixar febre)
  • Alternativa segura: Paracetamol (especialmente em criança <6 meses)
  • Evitar: Ibuprofeno se desidratado ou com risco renal
Dor de cabeça / enxaqueca
  • 1ª escolha: Dipirona (rápida e potente)
  • Alternativa: Ibuprofeno (efeito anti-inflamatório ajuda tensão)
  • Paracetamol: mais fraco, preferir em gestante
Dor com inflamação (dente, garganta, articular)
  • 1ª escolha: Ibuprofeno (anti-inflamatório)
  • Alternativa: Dipirona + Ibuprofeno (combinação comum)
  • Paracetamol: pouco efeito anti-inflamatório
Gravidez
  • Seguro: Paracetamol (qualquer trimestre, dose curta)
  • Evitar: Ibuprofeno (especialmente 3º trimestre)
  • Evitar: Dipirona (especialmente 1º trimestre)
Criança <2 anos
  • 1ª escolha: Paracetamol (seguro desde 2 meses)
  • Dipirona: só >3 meses e com orientação
  • Ibuprofeno: só >6 meses
Problema no fígado
  • Preferir: Dipirona ou Ibuprofeno
  • Evitar: Paracetamol (hepatotoxicidade em doses altas)
Problema no rim
  • Preferir: Paracetamol (segurança renal)
  • Usar com cautela: Dipirona
  • Evitar: Ibuprofeno (risco de lesão renal)
Úlcera / gastrite
  • 1ª escolha: Paracetamol (não irrita estômago)
  • Alternativa: Dipirona (pode irritar menos que AINE)
  • Evitar: Ibuprofeno (risco de sangramento)

Como cada um age no corpo (mecanismo de ação)

Os três medicamentos aliviam dor e febre, mas por caminhos farmacológicos diferentes — e isso explica por que um funciona melhor que o outro em cada situação.

A dipirona (dipirona sódica, também chamada de metamizol) pertence ao grupo das pirazolonas. Ela inibe as enzimas cicloxigenase (COX) no sistema nervoso central, reduzindo a produção de prostaglandinas que causam dor e febre. Tem também um efeito central sobre a regulação térmica do corpo, o que a torna particularmente eficaz para febre. Seu início de ação é rápido — 15 a 30 minutos via oral — e a dipirona injetável é um dos poucos analgésicos potentes disponíveis no Brasil para uso hospitalar.

O paracetamol (acetaminofeno) age quase exclusivamente no sistema nervoso central, inibindo a COX-3 (uma isoforma central) e modulando vias da dor no cérebro. É importante: o paracetamol praticamente não tem efeito anti-inflamatório periférico — ele baixa a febre e alivia a dor, mas não reduz a inflamação nos tecidos. Por agir centralmente e não irritar a mucosa gástrica, é o analgésico mais seguro para estômago, gravidez e crianças pequenas, mas também o menos potente dos três para dores de intensidade moderada a forte.

O ibuprofeno é um anti-inflamatório não esteroide (AINE) da classe dos derivados do ácido propiônico. Inibe as COX-1 e COX-2 tanto no sistema nervoso central quanto na periferia, reduzindo prostaglandinas que causam dor, febre e inflamação. É a única opção dos três que tem efeito anti-inflamatório significativo — por isso é a primeira escolha quando a dor tem componente inflamatório (dor de dente com inchaço, garganta inflamada, lesão muscular, artrite). O custo dessa potência periférica é um maior risco gástrico e renal.

Tabela comparativa completa

Esta tabela é o resumo de referência. Salve, compartilhe ou cite quando precisar comparar os três analgésicos de forma rápida e confiável.

Comparação detalhada ponto a ponto

Potência analgésica
  • Dipirona: alta (a mais potente dos três para dor aguda)
  • Ibuprofeno: moderada a alta (600mg ≈ dipirona 1g em dores inflamatórias)
  • Paracetamol: moderada (eficaz em dores leves a moderadas)
Efeito antitérmico (febre)
  • Dipirona: excelente (a mais eficaz para febre alta)
  • Ibuprofeno: bom (efeito em 30–60 min)
  • Paracetamol: bom e consistente, mas menos potente que dipirona
Efeito anti-inflamatório
  • Ibuprofeno: SIM (significativo, principal diferencial)
  • Dipirona: leve (não é anti-inflamatório de primeira linha)
  • Paracetamol: praticamente NENHUM
Início de ação (oral)
  • Dipirona: 15–30 minutos
  • Paracetamol: 30–60 minutos
  • Ibuprofeno: 30–60 minutos
Duração do efeito
  • Ibuprofeno: 4–6 horas
  • Dipirona: 4–6 horas
  • Paracetamol: 4–6 horas
Irritação gástrica
  • Paracetamol: mínima (seguro para estômago)
  • Dipirona: baixa a moderada
  • Ibuprofeno: moderada a alta (risco de úlcera/sangramento)
Risco renal
  • Paracetamol: muito baixo
  • Dipirona: baixo (cautela em idosos)
  • Ibuprofeno: moderado (evitar em desidratação e doença renal)
Risco hepático
  • Ibuprofeno: baixo
  • Dipirona: baixo
  • Paracetamol: moderado a alto em doses altas ou com álcool
Gravidez
  • Paracetamol: SEGURO (qualquer trimestre, curto prazo)
  • Dipirona: evitar 1º trimestre e próximo ao parto
  • Ibuprofeno: evitar, especialmente 3º trimestre
Amamentação
  • Paracetamol: seguro
  • Ibuprofeno: seguro (preferido entre AINEs)
  • Dipirona: aceitável em dose única, evitar uso prolongado
Criança (idade mínima)
  • Paracetamol: 2 meses
  • Dipirona: 3 meses (com orientação)
  • Ibuprofeno: 6 meses
Custo médio (comprimido)
  • Dipirona 500mg: mais barato do trio
  • Paracetamol 750mg: barato
  • Ibuprofeno 400/600mg: mais caro

Dipirona: quando brilha e quando evitar

A dipirona é o analgésico-antitérmico de escolha quando se precisa de potência e rapidez: febre alta que não cede com paracetamol, cólica renal, dor pós-operatória, enxaqueca intensa e dor oncológica (a dipirona injetável é padrão em hospitais brasileiros). É também o único dos três com formulação injetável amplamente disponível no país.

Os pontos de atenção da dipirona são três: a sonolência e a queda de pressão (especialmente em idosos e na formulação injetável), o risco raro mas grave de agranulocitose (uma queda abrupta dos glóbulos brancos que ocorre em aproximadamente 1 caso por milhão de usuários) e a proibição em vários países — a dipirona foi retirada do mercado nos EUA, Reino Unido e parte da Europa na década de 1970 por esse risco, embora estudos posteriores tenham sugerido que o risco real é bem menor do que se temeu inicialmente.

Dipirona é contraindicada em pacientes com deficiência de glicose-6-fosfato desidrogenase (G6PD), porfiria e histórico de agranulocitose. Em gestantes, evitar no 1º trimestre e no terceiro trimestre (risco de fechamento precoce do ducto arterioso, embora menor que com AINEs).

Paracetamol: o seguro universal (com um limite)

O paracetamol é o analgésico de maior segurança: não irrita o estômago, é o preferido na gravidez e na amamentação, é seguro para crianças a partir de 2 meses e não compromete os rins. Por isso é a primeira opção em dor leve a moderada e febre quando não há contraindicação específica.

O grande risco do paracetamol é a hepatotoxicidade. Doses acima de 4 g por dia em adultos (ou 75 mg/kg em crianças) podem causar lesão hepática grave e até fatal — especialmente em quem consome álcool, tem doença hepática prévia ou está em jejum prolongado. Como o paracetamol está presente em dezenas de associações medicamentosas (gripe, resfriado, xaropes), a causa mais comum de intoxicação é tomar vários produtos sem perceber a duplicidade.

Dose máxima de paracetamol: 4.000 mg/dia (8 comprimidos de 500mg) em adultos sem doença hepática. Reduzir para 2.000–3.000 mg/dia em idosos, hepatopatas e usuários de álcool. Em crianças: 75 mg/kg/dia, divididos a cada 4–6 horas.

Ibuprofeno: a potência anti-inflamatória (com custo gástrico)

O ibuprofeno é a escolha quando a dor vem acompanhada de inflamação: dor de dente com inchaço, amigdalite, tendinite, entorse, dor articular, cólica menstrual intensa e dor pós-trauma. Seu efeito anti-inflamatório o diferencia da dipirona e do paracetamol, que praticamente não reduzem a inflamação nos tecidos.

Em contrapartida, o ibuprofeno é o mais arriscado dos três para o estômago e os rins. Inibe a COX-1, que protege a mucosa gástrica, aumentando o risco de gastrite, úlcera e sangramento digestivo — especialmente em idosos, em uso prolongado e associado a álcool ou anticoagulantes. Nos rins, pode reduzir o fluxo sanguíneo renal em situações de desidratação, insuficiência renal ou uso conjunto com IECA/bloqueadores de receptor de angiotensina.

Ibuprofeno é contraindicado em úlcera péptica ativa, sangramento gastrointestinal, insuficiência renal grave, doença cardíaca descompensada e 3º trimestre de gestação (risco de fechamento do ducto arterioso fetal). Tomar sempre com alimentos para reduzir irritação gástrica.

Dose em adultos

Dipirona 500mg
  • Dose: 1 a 2 comprimidos
  • Intervalo: 6 em 6 horas
  • Máximo/dia: 8 comprimidos (4 g)
  • Tomar com água, pode ser com ou sem alimentos
Dipirona 1g (gotas/solução)
  • Adulto: 20 a 40 gotas
  • Intervalo: 6 em 6 horas
  • Mais rápida absorção que comprimido
Paracetamol 750mg
  • Dose: 1 comprimido
  • Intervalo: 4 a 6 horas
  • Máximo/dia: 8 comprimidos (6 g, ou 4 g se hepatopata/idoso)
Ibuprofeno 400/600mg
  • Dose: 1 comprimido
  • Intervalo: 6 a 8 horas
  • Máximo/dia: 1.200 mg (OTC) ou 2.400 mg (prescrição)
  • Tomar SEMPRE com alimentos ou leite

Dose em crianças (por peso)

Em crianças, a dose é calculada por peso, não por idade — a idade é apenas um guia. Use sempre a apresentação pediátrica (gotas ou xarope) e a seringa dosadora que acompanha o produto, nunca colher de cozinha.

Paracetamol (≥2 meses)
  • Dose: 10–15 mg/kg/dose
  • Intervalo: 4–6 horas
  • Máximo: 75 mg/kg/dia (não exceder 3 g/dia)
  • Ex: criança de 10 kg → 100–150 mg/dose
Ibuprofeno (≥6 meses)
  • Dose: 5–10 mg/kg/dose
  • Intervalo: 6–8 horas
  • Máximo: 40 mg/kg/dia
  • Ex: criança de 10 kg → 50–100 mg/dose
  • Evitar em desidratação ou catapora
Dipirona (≥3 meses ou ≥5 kg)
  • Gotas: 1 gota/kg/dose (25 mg/mL)
  • Xarope: 0,5–1 ml/kg/dose
  • Intervalo: 6 horas
  • Ex: criança de 10 kg → 10 gotas/dose

Qual usar na gravidez e na amamentação

Na gravidez, o paracetamol é o analgésico de primeira linha e o único dos três considerado seguro em qualquer trimestre, desde que usado em doses padrão e por curtos períodos. A dipirona deve ser evitada no primeiro trimestre e próximo ao parto; o ibuprofeno é contraindicado, sobretudo a partir da 20ª semana (risco de oligoidrâmnio e fechamento precoce do ducto arterioso fetal).

Na amamentação, paracetamol e ibuprofeno são compatíveis — ambos passam em quantidade mínima para o leite. A dipirona é aceitável em dose única para dor aguda, mas o uso repetido não é recomendado por falta de dados robustos.

Gestante NUNCA deve usar ibuprofeno por conta própria. Qualquer analgésico na gestação deve ser orientado pelo obstetra. Dor de cabeça intensa, inchaço súbito ou febre na gravidez exigem avaliação médica, não apenas um comprimido.

Interações medicamentosas importantes

  • Dipirona + álcool: potencializa sonolência e queda de pressão.
  • Dipirona + antidepressivos/clonidina: pode alterar efeito da pressão.
  • Paracetamol + álcool: aumento do risco de hepatotoxicidade (evitar combinação).
  • Paracetamol + varfarina: em uso prolongado, pode potencializar efeito anticoagulante.
  • Ibuprofeno + anticoagulantes (varfarina, AAS): risco aumentado de sangramento digestivo.
  • Ibuprofeno + IECA/losartana: risco de lesão renal aguda, especialmente em idosos.
  • Ibuprofeno + lítio: aumento dos níveis de lítio (toxicidade).
  • Ibuprofeno + diuréticos: redução do efeito diurético e risco renal.
  • Os três + outros analgésicos: cuidado com dupla dosagem (produtos de gripe contêm paracetamol).

Mitos comuns sobre os três analgésicos

“Dipirona mata se tomada com cerveja”
  • Falso na dose terapêutica, mas a mistura amplifica sonolência e queda de pressão. O risco real do álcool é com paracetamol (fígado).
“Paracetamol não faz mal porque é fraco”
  • Falso. É o analgésico que mais causa intoxicação grave por dose excessiva, sobretudo quando combinado com álcool ou produtos de gripe.
“Ibuprofeno é mais forte que dipirona”
  • Depende. Para dor inflamatória, sim. Para febre alta e dor intensa não inflamatória, a dipirona costuma ser mais potente.
“Pode alternar os três”
  • A alternância paracetamol + ibuprofeno em crianças é prática aceita em alguns protocolos, mas NÃO deve ser feita por conta própria. Dipirona não se alterna rotineiramente com os outros.

Decisão final: qual escolher?

Use este guia como ponto de partida, não como substituto de orientação médica. Em geral: dor leve e sem inflamação, comece com paracetamol; febre alta ou dor intensa sem contraindicação, dipirona; dor com inflamação e sem risco gástrico, ibuprofeno. Na gravidez, sempre paracetamol. Em crianças pequenas, paracetamol é a base; ibuprofeno entra a partir de 6 meses e dipirona só com orientação.

Se a dor ou febre não melhorar em 3 dias, se surgirem novos sintomas (sangramento, urina escura, icterícia, confusão) ou se houver doença pré-existente (fígado, rim, coração, úlcera), suspenda a automedicação e procure um médico. Analgésico é para alívio temporário, não para uso crônico sem supervisão.

Guia completo: Dipirona

Tudo sobre dipirona (Novalgina) reunido: dose por peso, intervalo entre as tomadas, uso na gravidez e comparações com outros analgésicos.

Leituras relacionadas

Perguntas frequentes

+Qual é o analgésico mais seguro no Brasil?

O paracetamol é considerado o mais seguro dos três: não irrita o estômago, é seguro na gravidez e na amamentação e é a primeira opção para crianças a partir de 2 meses. O limite é a dose máxima (4 g/dia em adultos), pois em excesso causa lesão hepática grave.

+Posso tomar dipirona e paracetamol juntos?

Em geral não é necessário nem recomendado tomar os dois juntos. Se um analgésico não for suficiente para a dor, o ideal é buscar orientação médica. A combinação não é proibida, mas duplica a exposição a efeitos colaterais sem benefício comprovado na maioria dos casos.

+Dipirona ou paracetamol para febre?

Para febre alta a dipirona costuma ser mais eficaz e rápida. O paracetamol é uma boa primeira opção em febre leve a moderada e é a escolha preferida em gestantes e crianças menores de 3 meses. Em crianças maiores, a dipirona é amplamente usada no Brasil.

+Ibuprofeno ou dipirona para dor de dente?

Ibuprofeno, porque a dor de dente geralmente tem componente inflamatório e o ibuprofeno é anti-inflamatório. A dipirona alivia a dor, mas não reduz a inflamação. Se não puder usar ibuprofeno (úlcera, gravidez), a dipirona é a alternativa.

+Posso dar dipirona para bebê de 2 meses?

Não. A dipirona só é recomendada a partir dos 3 meses (ou peso ≥5 kg). Antes disso, o paracetamol é o único analgésico-antitérmico considerado seguro, na dose de 10–15 mg/kg.

+Qual analgésico não faz mal no estômago?

O paracetamol, pois atua no sistema nervoso central e não inibe as enzimas que protegem a mucosa gástrica. A dipirona tem baixo risco e o ibuprofeno é o que mais irrita o estômago, devendo sempre ser tomado com alimentos.

+Posso tomar ibuprofeno na gravidez?

Não, especialmente a partir do 3º trimestre. O ibuprofeno pode causar fechamento precoce do ducto arterioso fetal e reduzir o líquido amniótico. O paracetamol é o analgésico de escolha na gestação, sempre com orientação do obstetra.

+Dipirona dá sono mesmo?

Pode dar, sim. Embora não seja um sedativo, a dipirona pode causar sonolência por queda transitória da pressão e pelo relaxamento que vem com o alívio da dor. O efeito costuma durar 30–90 minutos e é mais comum com a formulação injetável e em idosos.

+Qual analgésico posso tomar com álcool?

Nenhum é ideal com álcool, mas o risco mais grave é a combinação paracetamol + álcool, que aumenta muito o risco de hepatotoxicidade. Ibuprofeno + álcool aumenta o risco de sangramento gástrico. Dipirona + álcool amplifica sonolência e queda de pressão. O mais seguro é não combinar.

+Quantos dias posso tomar analgésico sem orientação?

No máximo 3 a 5 dias para dor ou febre. Se os sintomas persistirem além disso, é sinal de que a causa precisa ser investigada. O uso prolongado de qualquer analgésico sem supervisão médica aumenta o risco de efeitos colaterais graves.

Você já usou ou pesquisou sobre esse tema?

Sua nota:

Comentários reais

F
Farmacêutica Juliana R.
20/07/2026

Tabela excelente. Uso como material de orientação em farmácia. A separação por situação clínica ajuda muito na farmacoatendimento.

A
Anônimo
18/07/2026

Finalmente um comparativo que não é genérico. Salvei para consultar sempre que tiver dúvida qual dar para o filho.

D
Dr. Paulo M.
15/07/2026

Conteúdo bem embasado e com as doses pediátricas por peso corretas. Bom material de referência para pacientes.

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